Um dos grandes desafios da organização pública é como fazer a cidade funcionar para todos. Diante disso, Haddad vê como solução a interação entre as pessoas, pois, segundo ele a interação possibilita mudar de opinião, repensar uma ideia, o que gera vida na cidade. Entretanto, para isso é imprescindível que os habitantes possuam autonomia do pensamento e sejam ativos socialmente, ou seja, possuam consciência cidadã. Como ele citou, a cidade é o locus da rebeldia, e é pelo espaço e interação entre as diversas formas de pensamento que ela é formada. O principal problema ocorre quando o mercado começa a ditar o funcionamento/política da cidade, pois a mesma começa a existir não mais em função das pessoas, mas sim em função da quantidade de poder aquisitivo de cada um, atendendo aos interesses de quem possui maior poder aquisitivo e segregando/ agindo com descaso com os menos favorecidos. Haddad vê na crise política o lado positivo de possibilitar essa integração entre as pessoas, ele acredita que a crise de 2013 abriu oportunidade para radicalizar (focar na raiz) e transformar São Paulo em um cenário de produção de cidade oposta à lógica pós-guerra.
Outras reflexões levantadas a partir da palestra:
- Como manter as interações positivas na cidade?
- Como organizar a cidade para funcionar para todos?
- Como transformar a diversidade da cidade em patrimônio?
- A modernidade trouxe autonomia para a arte, tornando-a independente da política?
- Qual a relação entre as redes sociais e a segregação?
Local:
Escola de Arquitetura
Universidade Federal de Minas Gerais
Rua Paraíba, 697 - Funcionários
Belo Horizonte, Minas Gerais - Brasil
CEP: 30130-140
Data: 22 de março de 2017
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